Período: 3 a 13 de agosto
Realização: Prefeitura de Belo Horizonte, por meio da Secretaria Municipal de Cultura e Teatro Francisco Nunes
Patrocínio: Lei Federal de Incentivo à Cultura
A quinta edição foi também a oportunidade para um primeiro balanço: FIT-BH trouxe à cidade a expressão teatral de 20 diferentes países da Europa, Ásia, África e América, além de dez estados brasileiros. A cidade recebeu 87 grupos, quase 50 espetáculos internacionais e um total de 459 apresentações (250 de palco, 209 de rua), que atingiram um público de 450 mil pessoas de todas as camadas sociais, nas nove regionais administrativas de Belo Horizonte, até o ano 2000.
Somam-se aos espetáculos, os eventos especiais, onde artistas, técnicos, críticos e produtores tiveram abertos novos horizontes, através da realização de 29 oficinas inteiramente gratuitas, mostras de vídeo, debates, conferências, demonstração de métodos, intercâmbio tão necessário para o enriquecimento da arte teatral.
A abertura da edição 2000 foi marcada pela ousadia. Confiando na receptividade e no bom gosto do público, a direção do FIT-BH programou uma abertura diferente da que a cidade estava acostumada: uma ópera chinesa, "O Bracelete de Jade e outras árias de ópera chinesa", com o grupo Chinese Theatre Circle, de Singapura. A Praça da Estação recebeu um público enorme, como sempre, que assistiu em reverente silêncio os 90 minutos da apresentação, passando pelo teste e revelando sua capacidade de convivência com a diversidade cultural. O fato revelou a contribuição inegável do evento para a formação qualificada e crítica do público de Belo Horizonte.
Entre os grupos internacionais, o Yangzhou Puppet Theatre (China), com "Bonecos de Vara de Yangzhou I e II", a Fondazione Pontedera Teatro (Itália), com "Oblomov" e o Studium Teatralne (Polônia), com "Pólnoc", e a Compagnie Buissonière (Suíça) com "Bochorno" foram igualmente marcantes.
O FIT-BH recebeu pela primeira vez, com o espetáculo "Parada de Rua", o grupo Lume, de Campinas (SP) e presenciou o surgimento de nomes como o diretor João Falcão e a autora Adriana Falcão, com o espetáculo "A Máquina". "A Vida é Cheia de Som e Fúria", de Nick Hornby, com a Sutil Companhia de Teatro (Paraná-Brasil) precisou fazer sessão extra, tamanho foi seu sucesso.
A edição foi oportunidade para uma homenagem ao Circo Irmãos Simões, integrado pela quarta geração de uma família de artistas do picadeiro, que luta para manter viva a chama da arte circense. O grupo apresentou o espetáculo "Debaixo da Lona".
Belo Horizonte viu a Odeon Companhia Teatral apresentar seu espetáculo de estréia, "Ricardo 3º", de Shakespeare; a Cia SeráQuê com "Quilombos Urbanos"; e o Oficcina Multimédia com "Zaac & Zenoel", que causaram agradável impacto no público.
Os Eventos Especiais foram marcados por encontros e conferências, sessão de vídeos, exposição de máscaras teatrais, oficinas para profissionais de artes cênicas e, pela primeira vez, oficinas em duas regionais da cidade, de introdução ao teatro.
O Estação em Movimento, ponto de encontro de artistas e público, passou a funcionar, a partir desta edição, no Parque Municipal e abrigou a Mostra Off do Festival, uma seleção de intervenções cênicas e musicais de jovens artistas mineiros.

