Período: 20 a 30 agosto
Realização: Prefeitura de Belo Horizonte, por meio da Secretaria Municipal de Cultura e Movimento Teatro de Grupo de MG
Patrocínio: Lei Federal de Incentivo à Cultura
Em 1998, o FIT-BH passou por importantes alterações estruturais: ampliou o leque de convites para a mostra de espetáculos, trazendo, pela primeira vez, produções da Ásia, África e Cuba, buscando, através do teatro, conhecer culturas diversas, num exercício de vivenciar as diferenças e promover a aproximação entre os povos, e encontrou seu formato mais apropriado, com a agenda reduzida para onze dias, livre de carências e de excessos, ideal para o público, a cidade e a equipe.
Já na abertura, o grupo francês Plasticiens Volants mobilizou grande público que, extasiado, conduziu "Ézili", a deusa egípcia da fertilidade, enorme criatura inflável, por vários quarteirões da cidade, até à Praça da Estação. O grupo voltou a encantar o público com o espetáculo "Dom Quixote", um verdadeiro desafio às leis da gravidade.
Cuba, pela primeira vez no Festival, representada pelo grupo Teatro Buendía, trouxe "Outra Tempestade", história do encontro imaginário entre personagens shakespeareanos e figuras da mitologia africana no Caribe. Do Oriente, dois estreantes: o Japão, com "Kiyohime Mandara", do Dondoro Hyakki Puppet Theater e a China, com "Contos da China", do Yang Feng Puppet Theatre que fez demonstração de seu método para profissionais das artes cênicas de BH. Finalmente, do Togo, veio o grupo Amlima, que proporcionou ao público dos parques das Mangabeiras, Lagoa do Nado e Municipal, momentos mágicos andando e dançando sobre pernas de pau de mais de quatro metros em "Aguto - Parada de Rua Africana".
Na programação dos Eventos Especiais, gratuitos, sete oficinas foram ministradas, algumas abordando temas inéditos no Festival como a Crítica Teatral, Comédia, Voz, anti-teatro. Duas exposições, demonstrações de métodos e encontros completaram a programação.
Nessa edição foi realizado o primeiro Estação em Movimento, em substituição ao Bar do FIT. Todas as noites, depois dos espetáculos, participantes, equipe e público se reuniam para conversar, dançar e ouvir musica na Rede Ferroviária Federal, um complexo de galpão, quadras, auditório, onde foram instaladas barraquinhas e um bar.

