Período: 16 a 30 de junho
Realização: Prefeitura de Belo Horizonte, por meio da Secretaria Municipal de Cultura e Movimento Teatro de Grupo de MG
Patrocínio: Telemig - Sistema Telebrás / Lei Federal de Incentivo à Cultura
Em 1996 o FIT-BH se expandiu no tempo, no espaço, em número de espetáculos, apresentações e em equipe. Durou 15 dias e alcançou as nove regiões administrativas da cidade - com uma apresentação de espetáculo em cada - além de Betim, Contagem e Mariana, cidades vizinhas a Belo Horizonte.
Pesquisa realizada junto ao público, durante o evento, revelou 88% de avaliação positiva, 7% de avaliação regular, 5% de desconhecimento e 0% de avaliação negativa, o que confirmou sua indiscutível aceitação pela população.
Nessa edição, teve início uma longa parceria com o Movimento Teatro de Grupo de Minas Gerais-MTG, em substituição ao Grupo Galpão.
O grupo Comediants, de Barcelona, Espanha, fez o espetáculo de abertura: "Dimonis", um ritual demoníaco, na Praça da Estação, às escuras, proclamou o triunfo do instinto, levando o público ao delírio.
Nessa edição, o Festival se fez mais presente nas intervenções de rua, com o grupo francês Ilotopie que apresentou "La Mousse en Cage", em que cinco seres pálidos e seminus se lambuzavam de mousse colorida transformando-se em estátuas em pleno Parque das Mangabeiras e "Les Gens de Couleurs", em que atores numa segunda pele brilhante, plástica, colorida, invadiam ônibus, supermercados no centro da cidade.
Cada uma das nove regiões administrativas da capital recebeu uma apresentação de rua, num exercício de ampliação da descentralização do Festival.
Nos palcos, um Shakespeare sueco, "Noite de Reis", com o Backa Theatre, além de textos de Guimarães Rosa em "Primeiras Estórias", com o grupo Teatro do Bão (SP); Anton Tchekhov em "As Três Irmãs", com o Ballatum Théâtre (França); Samuel Beckett, em "Esperando Godot", com o Armatrux (BH); Fernando Arrabal, em "Circo Bizarro", com os formandos da Escola de Teatro da Fundação Clóvis Salgado; Júlio Verne, em "Viagem ao Centro da Terra", com o grupo La Troppa (Chile) e Gabriel García Márquez em "Ninguém escreve ao Coronel", com o grupo Rajatabla (Venezuela), além de outros.
Nos Eventos Especiais, gratuitos, novos temas foram introduzidos: o FIT foi espaço para o II Encontro de Diretores de Festivais Internacionais, que discutiu a possibilidade de cooperação entre festivais internacionais de teatro e de um Encontro de Editores de Cadernos de Cultura, que refletiu sobre política editorial, pressões do mercado, perspectivas e tendências.
O teatro de grupo foi novamente tema de discussão. O MTG-MG realizou o Dia D, com reflexões sobre as atividades da entidade, o trabalho de grupo - convivência, trabalho e organização - apresentações e intervenções.

